Rating do Montepio cortado para lixo

A agência de notação financeira Moody’s já é bem conhecida dos portugueses, depois de ter cortado em julho de 2014 o rating de Portugal para o nível Ba1 (ou seja, como “lixo”). Em 2016 voltou á carga e desta vez cortou o rating do montepio para B3 (descendo 2 níveis à antiga posição em que se encontrava), e colocando o banco no 6º nível de “lixo”.

Assim sendo a agência de notação reviu novamente em baixa o rating do banco bem como a perspetiva do Montepio deixando esta de ser estável, passando a negativa. O banco continua na categoria de ‘lixo’ (investimento especulativo).

Em março de 2016, o Montepio havia feito um aumento de capital no valor de 270 milhões de euros, no entanto a agência considerou o mesmo insuficiente tendo em conta o perfil de risco dos ativos da instituição, indicando que a margem de segurança continuava extremamente baixa (considerando desta forma uma baixa absorção de risco).

Outras das razões que levou a Moody’s a cortar o rating do montepio, prende-se pela estrutura de passivos do banco que tem vindo a sofrer um declínio do volume da divida, sendo esta capaz de “bail-in” (deslocar o encargo de salvar bancos falidos dos contribuintes para os investidores do mesmo).

A agência destaca também que o Montepio tem mostrado uma capacidade muito limitada para gerar resultados recorrentes, lembrando o agravamento dos prejuízos para 242 milhões de euros em 2015 (face aos 185 milhões de perdas em 2014). A Moody’s mostra-se preocupada com a fraqueza das receitas recorrentes, num ambiente de taxas de juro muito baixas que é vivido em Portugal.

Embora o rating tenha sido cortado, o Montepio indica que a agência de notação financeira Moody’s realçou o mérito da entidade no que concerne o processo de racionalização da estrutura operativa (e cujos resultados são expectáveis a médio prazo).

Além de cortar no rating do montepio, a Moody’s já ameaçou também a Caixa Geral de Depósitos, colocando-a sobre revisão com uma perspetiva negativa.

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