Previsões económicas – Portugal em 2021

Com o lançamento do Boletim económico de dezembro de 2020 pelo Banco de Portugal, podemos analisar as previsões económicas para Portugal.

O mesmo divulga não só os resultados de 2020, como as projeções até ao final de 2023. E, as mesmas indicam que Portugal irá continuar a ter crescimento em termos económicos.

No entanto, esse crescimento não será tão crescente como aquilo que tem ocorrido até agora. Mas, se quer ficar a par de um resumo do Boletim de dezembro e da economia portuguesa, continue a ler.

Previsões Económicas para Portugal de 2020 a 2023

Faça o Download:Boletim Económico de Dezembro 2020

De acordo com as projeções publicadas pelo Banco de Portugal no boletim de dezembro, a economia portuguesa vai continuar a crescer (pelo menos) até 2022. Contudo, o crescimento irá desacelerar ao longo dos anos.

  • Em 2019 o crescimento do PIB foi de 2%
  • Em 2020 houve declínio de 8,1%%

E, estima-se que:

  • Em 2021 o PIB cresça 3,9%
  • Em 2022 e 2023 haja um crescimento de 4,5% e 2,4% respectivamente

É importante perceber que este aumento está assente em dois pontos distintos:

  • Aumento da procura interna
  • Aumento das exportações

A queda da atividade em 2020 reflete a redução da procura interna e das exportações. Dá-se destaque ao contributo muito negativo das exportações de serviços (-4,8 pp), em particular dos serviços relacionados com o turismo.

Para o período 2021 a 2023 antecipa-se uma recuperação da economia portuguesa. Esta recuperação está enquadrada no controlo gradual da pandemia, pela diminuição da incerteza e pelo apoio das medidas de política económica.

Em 2021 o PIB cresce 3,9%, seguindo-se um crescimento de 4,5% em 2022 e de 2,4% em 2023.

A redução do PIB em 2020 excede largamente as quedas registadas no passado. Porém, projeta-se que a recuperação seja mais rápida do que a observada na sequência da recessão de 2011 a 2013.

Queda do consumo privado: Previsões até 2023

Outro dos aspetos que foi enumerado no âmbito das previsões para a economia portuguesa foi o consumo privado.

Após a crise que assolou Portugal o consumo privado teve queda de 6,8% em 2020 e estima-se que se fixe nos:

  • 3,9% em 2021
  • 3,3% em 2022
  • 1,9% em 2023

Assim, o consumo privado deverá refletir o menor crescimento do rendimento disponível, associado a um abrandamento do emprego.

A par disso a inflação deverá também manter-se moderada, devendo alcançar em 2022 uma taxa de 1,4%.

Mercado de trabalho: Quais são as previsões?

O Banco de Portugal no Boletim económico de dezembro, estima que o emprego diminuiu em 2020.

Esta reação refletiu o impacto das medidas de apoio às empresas, em particular, o regime de layoff simplificado e os apoios aos trabalhadores independentes.

Em 2020 a taxa de desemprego fixou-se nos 7,2%.

Contudo, as previsões são:

  • 8,8% para 2021
  • 8,1% em 2022
  • 7,4% em 2023

Riscos e incertezas relativamente ao crescimento da economia Portuguesa

É importante frisar que todas as previsões supramencionadas representam o cenário mais provável.

No entanto, este cenário pode ser afetado por um conjunto de riscos e incertezas que não foram considerados ou que decorrem da possibilidade de um enquadramento menos favorável.

Em 2020, a atividade económica em Portugal e no resto do mundo foi profundamente afetada pela propagação do vírus. Isso ocorreu essencialmente devido às medidas de contenção e ao impacto sobre o comportamento dos agentes económicos.

Com isso, as perspectivas económicas continuam rodeadas de incerteza. Para além disso estão muito dependentes da evolução da doença e da rapidez da vacinação em larga escala.

Embora haja projeção de uma retoma da atividade económica em 2021, o ritmo será condicionado pelo impacto da crise sobre a capacidade produtiva.

Ainda, fatores como o aumento do endividamento dos setores público e privado e do risco de crédito impõem muitos desafios à economia portuguesa nos próximos anos.

Como vê existem ainda alguns riscos associados a estas projeções económicas. No entanto, as previsões atuais são estas e ao longo dos próximos meses iremos continuar a acompanhar de perto as mesmas.

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Autor: Ricardo Rodrigues

 

CEO e Fundador da RRNValores Unipessoal, Lda, Ricardo Rodrigues gere uma equipa formada por consultores, criadores de conteúdos e programadores que desenvolvem e mantêm uma plataforma gratuita com informação e comparação de produtos bancários.

Formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e apaixonado pela área Financeira, criou o nvalores.pt em Agosto de 2013 com a missão de garantir uma comparação independente de produtos bancários em Portugal.

Exerceu funções de consultor financeiro independente na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras.

Email: geral@nvalores.pt

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