Previsões económicas – Portugal em 2020

Previsões económicas em Portugal

O Banco de Portugal lançou há pouco tempo o Boletim económico de dezembro de 2019, onde aponta as previsões económicas para Portugal.

O mesmo divulga não só os resultados de 2019, como as projeções até ao final de 2022. E, as mesmas indicam que Portugal irá continuar a ter crescimento em termos económicos.

No entanto, esse crescimento não será tão crescente como aquilo que tem ocorrido até agora. Mas, se quer ficar a par de um resumo do Boletim de dezembro e da economia portuguesa, continue a ler.

Previsões para a economia Portuguesa de 2019 a 2022

De acordo com as projeções publicadas pelo Banco de Portugal no boletim de dezembro, a economia portuguesa vai continuar a crescer (pelo menos) até 2022. Contudo, o crescimento irá desacelerar ao longo dos anos.

  • Em 2018 o crescimento do PIB foi de 2,4%.
  • Em 2019 de 2%.

E, estima-se que:

  • Em 2020 o PIB cresça 1,7%
  • Em 2021 e 2022 haja um crescimento de 1,6%

É importante perceber que este aumento está assente em dois pontos distintos:

  • Aumento da procura interna
  • Aumento das exportações

Contudo, o crescimento das importações vai continuar a ser superior às exportações realizadas. E isso irá implicar um saldo negativo na balança de bens e serviços ao longo do horizonte projetado.

Mas, a par desta evolução, a capacidade de financiamento da economia portuguesa face ao exterior deverá manter-se positiva. E, a mesma deve situar-se em média nos 0,5% do PIB.

No caso de não estar recordado, entre 2014 e 2018 a capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,7% do PIB.

As exportações devem crescer aproximadamente 3% refletindo a evolução da procura externa. Isso irá também levar a ganhos marginais de quota de mercado.

Aumento do consumo privado: Previsões até 2022

Outro dos aspetos que foi enumerado no âmbito das previsões para a economia portuguesa foi o consumo privado.

Após a crise que assolou Portugal o consumo privado aumentou 2,3% em 2019 e estima-se que se fixe nos:

  • 2,1% em 2020
  • 1,9% em 2021
  • 1,7% em 2022

Assim, o consumo privado deverá refletir o menor crescimento do rendimento disponível, associado a um abrandamento do emprego.

A par disso a inflação deverá também manter-se moderada, devendo alcançar em 2022 uma taxa de 1,4%.

Mercado de trabalho: Quais são as previsões?

O Banco de Portugal através do Boletim económico de dezembro, estima que o emprego deverá continuar a aumentar embora a um ritmo progressivamente menor. Esse ritmo está essencialmente associado a limitações na oferta de trabalho por parte das empresas portuguesas.

Em 2019 a taxa de desemprego fixou-se em 6,3%.

Contudo, as previsões são:

  • 5,9% para 2020
  • 5,6% em 2021
  • 5,6% em 2022

Riscos e incertezas relativamente ao crescimento da economia Portuguesa

É importante frisar que todas as previsões supramencionadas representam o cenário mais provável.

No entanto, este cenário pode ser afetado por um conjunto de riscos e incertezas que não foram considerados ou que decorrem da possibilidade de um enquadramento menos favorável.

Alguns desses riscos são:

  • Intensificação das barreiras comerciais resultantes das tensões entre a China e os Estados Unidos
  • Alargamento destas barreiras a outros países e setores
  • Risco de uma saída sem acordo do Reino Unido da União Europeia
  • Risco de instabilidade nos mercados financeiros globais
  • Risco de um agravamento das tensões geopolíticas, em particular no Médio Oriente e especialmente entre os Estados Unidos e o Irão

Como vê existem ainda alguns riscos associados a estas projeções económicas. No entanto, as previsões atuais são estas e ao longo dos próximos meses iremos continuar a acompanhar de perto as mesmas.

Faça o Download:Boletim Económico de Dezembro 2019

Sobre o autor: Ricardo Rodrigues

Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt

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