Taxa de inflação em 2019 e previsões para 2020

2019 está praticamente a terminar e já existem algumas estimativas de como vai ser a taxa de inflação para o próximo ano.

As previsões relativamente a esta taxa foram efetuadas pelo Banco de Portugal no final de março, e mantêm-se até agora.

Este ano houve um aumento ligeiro de preços tanto de bens como de serviços que veio acompanhar o aumento do ordenado mínimo nacional de 580€ para 600€

A taxa de inflação em 2019 foi de 0,8% (relativamente mais baixa que o antecipado de 1,4%).

Mesmo assim, espera-se que a taxa de inflação em 2020 passe para 1,3%. No entanto, este valor poderá ser ligeiramente inferior.

A par com a inflação houve um decréscimo no valor do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, tendo o mesmo ficado em 1,7% de acordo com os dados (estimados) do Banco de Portugal.

Todos nós já ouvimos falar no termo inflação. Mais que não seja porque os telejornais fazem frequentemente referência a este tema sempre que se fala sobre economia.

E, de fato, este fenómeno tem influência direta no orçamento familiar de todos nós, daí ser tão importante estar a par desta temática.

Apesar de estarmos familiarizados com o termo, muitas vezes não compreendemos muito bem as consequências da inflação na nossa vida. Isso ocorre essencialmente por acharmos que esta se reflete somente no que diz respeito à macroeconomia.

Pois saiba que a inflação faz parte do nosso dia a dia, e é importante entender como este fenómeno afeta as nossas vidas, a economia e o orçamento familiar de cada um de nós.

Acompanhe o guia que o NValores preparou para si com as principais informações sobre este tema.

O que é a inflação e como é que a mesma tem influência na sua vida

Entender o que é a inflação não exige um conhecimento matemático profundo, e o seu significado é depreendido intuitivamente, dada a influência direta que esta tem nas nossas vidas.

Basicamente, a inflação consiste do aumento generalizado dos preços de produtos e serviços, independente dos efeitos da oferta e procura de uma economia. É importante frisar que os preços oscilam naturalmente com base numa equação de oferta vs. procura.

A inflação, por sua vez, não tem relação com essa lei, sendo que a subida de preços ocorre de forma generalizada, devido ao aumento da moeda que está em circulação.

As consequências da inflação são sentidas no bolso de todos os cidadãos, que veem o seu poder de compra diminuir já que a moeda deixa de ter o mesmo valor, devido à subida dos preços.

Veja também: Aumentos salariais em 2020 – Sector privado e função pública

Como é calculada a taxa de inflação?

Como se faz o cálculo da taxa de inflação

Conhecemos a taxa de inflação na forma de percentagem, a qual apresenta o aumento geral dos preços relacionados a bens e serviços.

Apesar de se refletir nos preços de forma generalizada, o seu cálculo tem em consideração o peso que alguns produtos e serviços têm no orçamento familiar. Vamos falar em produtos e serviços reais e concretos para ilustrar melhor este cálculo.

A eletricidade ou o combustível têm por norma um peso elevado no orçamento familiar. Portanto, no cálculo da inflação também terão maior peso quando comparados em relação ao aumento do preço da farinha, por exemplo.

Em relação aos países que compõem a zona do euro, a taxa de inflação é calculada mensalmente. Porém é a taxa anual que indica eventuais aumentos no salário, de forma a (tentar) equilibrar o nível do poder de compra de um cidadão.

Como é óbvio na grande maioria das vezes o aumento salarial anual não reflete a real inflação dos produtos e serviços que necessitamos para o nosso dia a dia.

Quais são os tipos de inflação?

A inflação pode ser classificada de acordo com a percentagem que apresenta. E, é isso que reflete a sua intensidade. Comumente, quando há aumento superior a 2% considera-se a existência de inflação.

O aumento a partir dos 3% caracteriza uma inflação deslizante, ou moderada. Quando a elevação ultrapassa os 10%, temos a inflação galopante com a perda de valor da moeda.

Por fim, e a mais crítica de todas, é a hiperinflação, onde o aumento dos preços de produtos e serviços é maior do que 50%. Este caso acaba por evidenciar uma grave crise económica.

Como a inflação afeta as nossas vidas?

Sabendo destes conceitos sobre a inflação, está na hora de falarmos sobre o que realmente queremos entender.

Como é que a inflação afeta as nossas vidas?

Basta seguir uma pequena linha de raciocínio para compreender essa questão.

Já percebemos que uma inflação elevada causa o aumento dos preços. Portanto, se os preços aumentam sem que os salários acompanhem diretamente esse aumento, o poder de compra das famílias é reduzido.

Por outras palavras, com o mesmo rendimento alocado ao orçamento familiar, as famílias passam a comprar menos do que antes de existir o aumento da inflação. Isso é preocupante a nível micro e macro económico.

Pense, se o seu dinheiro não tem mais o mesmo valor, por consequência a sua família passa a comprar menos. Agora utilize este raciocínio num nível mais abrangente, ou seja, considerando a economia de um país.

Lembra-se da lei do mercado da oferta e da procura?

Pois se não há procura, a economia desacelera, e por consequência ocorre um desequilíbrio que pode levar a cenários caóticos de desvalorização da moeda.

Entender a variação da inflação é entender o funcionamento da própria dinâmica do orçamento familiar. Por isso fique atento às percentagens da inflação e como elas podem afetar a sua dinâmica orçamental.

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