Novo aeroporto do Montijo viabilizado por estudo ambiental

Aeroporto do Montijo

Muito se tem falado sobre a possibilidade de ser criado o novo aeroporto do Montijo, contudo, ainda não havia a certeza se seria viável a sua construção por motivos ambientais.

O EIA (Estudo de Impacto Ambiental) que será entregue até ao final da semana ao Governo, viabiliza este projeto, contudo, aponta alguns impactos na fauna e na flora locais que a ANA – Aeroporto e Navegação Aérea, considera pouco significativos.

Contudo, iremos explicar-lhe um pouco melhor esta questão.

Quais os resultados do estudo de impacto ambiente realizado?

Um estudo de impacto ambiental, tal como o próprio nome indica, é um estudo técnico onde são analisadas e avaliadas a consequências para o ambiente decorrentes de um determinado projeto.

No mesmo, são identificados e avaliados de forma imparcial as consequências ambientais de determinado projeto (neste caso a construção do novo aeroporto) e quais as medidas que podem ser tomadas para evitar que os impactos sejam significativos.

O relatório que será apresentado ao Governo indica algumas questões que são importantes, e que devem ser conhecidas por parte da população, nomeadamente:

  • A construção do aeroporto terá um impacto pouco significativo na questão do ambiente sonoro, não se verificando nenhuma situação onde os limites legais sejam ultrapassados;
  • Impacto pouco significativo na fauna (como é o caso das aves, repteis e mamíferos) e na flora, tendo sido já desenvolvidas medidas preventivas;
  • Necessidade de melhoria dos acessos rodoviários;

Estes problemas, podem ser facilmente resolvidos, e por esse mesmo motivo, o EIA apresenta soluções para todos.

Quais as medidas que podem ser tomadas para minimizar o impacto ambiental?

Uma vez que o estudo ambiental viabiliza a construção do novo aeroporto do Montijo, a verdade é que vão ter de ser tomadas medidas de forma a que os poucos problemas encontrados sejam minimizados ao máximo.

Soluções previstas no âmbito da gestão da flora e fauna passam por:

  • Criação de um programa de gestão dos habitats que garanta que não irá existir nenhuma fonte de alimento para a avifauna, principalmente para as espécies que comportem um risco superior para a segurança aeroportuária;
  • Realização de contacto com agricultores e associações agrícolas locais de forma a serem aplicadas medidas que minimizem a atratividade de animais, nomeadamente evitando o abando dos resíduos resultantes da atividade de pesca e apanha de marisco;
  • Realização de campanhas de sensibilização da população para o bom estado dos meios de deposição de resíduos;
  • Minimização da presença dos pontos de água que funcionam como atração de aves;
  • Criação de um plano de controlo de risco que passa pela falcoaria, métodos sonoros e métodos visuais que impeçam a presença de animais na zona;

Quando falamos dos planos de melhoria a nível de infraestruturas rodoviárias, as medidas apresentadas são as seguintes:

  • Adoção de um pavimento menos ruidoso no novo acesso à A12, assim como a construção de barreiras acústicas que previnam a poluição sonora;
  • Criação de um plano de isolamentos sonoros para pontos sensíveis como são as escolas, hospitais e centros de saúde;
  • Criação ou melhoria de acessibilidades rodoviárias de forma a evitar a aglomeração de transito nas zonas de maior acesso;
  • Melhoria da estrada de acesso ao Cais do Seixalinho para o serviço fluvial de ligação a Lisboa.

Desta forma, o EIA demonstra que a nível ambiental não existe nenhum impacto que não possa ser minimizado ou eliminado, aprovando por isso o estudo ambiental do novo aeroporto do Montijo.

Este estudo será entregue ao Governo até ao final da semana, e estará ainda em consulta pública durante 40 dias, e é o terceiro passo na construção desta nova infraestrutura aeroportuária.

Sobre o autor: Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da RRNValores Unipessoal, Lda, Ricardo Rodrigues gere uma equipa formada por consultores, criadores de conteúdos e programadores que desenvolvem e mantêm uma plataforma gratuita com informação e comparação de produtos bancários. Formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e apaixonado pela área Financeira, criou o nvalores.pt em Agosto de 2013 com a missão de garantir uma comparação independente de produtos bancários em Portugal. Exerceu funções de consultor financeiro independente na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Email: geral@nvalores.pt