Perceba o conceito de impostos diretos e progressivos

O sistema fiscal português é rico em termos e conceitos de alguma complexidade, que muitas vezes provocam dúvidas nos contribuintes. Impostos diretos e progressivos, impostos indiretos, impostos regressivos, o que quer tudo isto dizer? É exatamente a isso que iremos responder neste artigo.

Os impostos diretos focam de forma direta o rendimento dos contribuintes. Estes impostos podem ser progressivos, já que a percentagem cobrada aumenta de acordo com os rendimentos de cada contribuinte.

Diferença Entre Impostos Diretos e Indiretos

Como já referimos, os impostos diretos são aqueles que incidem sobre os rendimentos dos contribuintes (pessoas singulares e empresas). Já os impostos indiretos incidem sobre a despesa ou o consumo.

Podemos citar como exemplos de impostos diretos o IRS e o IRC. O IVA, IUC e IMT são, por seu lado, exemplos de impostos indiretos.

Impostos Progressivos e Regressivos

Os impostos são considerados progressivos quando prevêem percentagens crescentes e diversificadas. O IRS é um bom exemplo de um imposto progressivo, já que a taxa aplicada sobe com base nos rendimentos do contribuinte.

Se olharmos para os 5 escalões de IRS em vigor em 2015, é bastante fácil perceber que existe uma progressão que acompanha os diferentes níveis de rendimento:

  • Até 7000 euros – 14,50%
  • + de 7000 a 20 000 euros – 28,50%
  • + de 20 000 a 40 000 euros – 37%
  • + de 40 000 a 80 000 euros – 45%
  • + de 80 000 euros – 48%

Nestes impostos, a taxa que será aplicada aumenta conforme a matéria considerável também aumenta.

Impostos Regressivos

Os impostos regressivos funcionam de forma diametralmente oposta aos impostos progressivos. Neste tipo de impostos a taxa efetiva reduz-se, à medida que aumenta a quantia sobre a qual a taxa é aplicada.

Basicamente, a taxa que é aplicada reduz-se, conforme a matéria coletável aumenta.

Veja A Nossa Sugestão

Assuntos

Faça a sua simulação e compare

Artigos recentes