Como a Família Sobral poupou mais de 3000 €

Um dos principais problemas inerentes à acumulação de créditos é o elevado peso que o pagamento das prestações mensais representa no orçamento familiar. Sempre que essa situação surge é necessário procurar soluções.

Neste artigo vamos mostrar como o crédito consolidado pode contribuir para uma poupança mensal bastante relevante.

Ao optar por consolidar todos os créditos é possível alcançar uma poupança que pode chegar até aos 70% por mês. Esta é, sem dúvidas, uma das melhores táticas para quem pretende conquistar um maior desafogo financeiro reduzindo as despesas com os encargos financeiros.

Antes de avançarmos para o exemplo da família Sobral e de como esta alcançou uma poupança de mais de 3.000€ por ano, vamos explicar o que é o crédito consolidado.

O Que é o Crédito Consolidado?

O crédito consolidado consiste na junção de diversos créditos num só, com o intuito de alcançar uma redução do valor pago mensalmente. A consolidação de créditos é uma das melhores saídas para dar a volta a uma situação financeira complicada.

Ao fazer a junção de todos os créditos de uma família num só é possível diminuir bastante o valor a pagar em cada mês. Quando comparado com o que se pagava com os créditos em separado, o nível de poupança mensal pode chegar aos 60%.

Adicionalmente, é importante salientar que a negociação de um crédito consolidado representa também uma oportunidade de negociar melhores condições. Muitas vezes é possível conseguir taxas de juro mais competitivas.

Quem se encontra numa situação financeira complexa, deve ponderar de forma séria recorrer à consolidação de créditos.

O Exemplo da Família Sobral

Consideremos a família Sobral, em que a Rita e o José trabalham por conta de outrem. Auferindo a Rita um rendimento mensal líquido de 680€ e o José um rendimento de 620€. Somando ambos os salários, a família leva para casa 1.300€ por mês.

Ao longo dos anos, a família Sobral acumulou vários créditos, nomeadamente: crédito pessoal no valor de 15.000€ (mensalidade de 350€), cartão de crédito da Rita no valor de 1.500€ (mensalidade de 180€) e cartão de crédito do José também no valor de 1.200€ (mensalidade de 160€).

Desta forma, a família tinha uma dívida total de 17.700€ e encargos mensais com as mensalidades no valor de 690€, o que ultrapassa a taxa de esforço recomendada de 50%.

Após realizarem a consolidação dos seus créditos, este cenário mudou de forma radical e a nova situação passou a ser:

  • Crédito consolidado + 2.300€ para um novo projeto – Montante em dívida 20.000€ e mensalidade de 380€

Com esta alteração, a taxa de esforço da família Sobral passou para níveis comportáveis. Baixou de 53% para cerca de 29%, mesmo levando em consideração que esta família pediu 2.000€ adicionais para um novo projeto.

Neste cenário, a poupança mensal da família foi de 310€ e poupança anual alcançou 3.720€.

Apesar de estarmos perante um simples exemplo, estes exemplos demonstram-nos que o crédito consolidado é uma excelente arma para ajudar as famílias a conseguir uma maior estabilidade financeira.

Sobre o autor: Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da RRNValores Unipessoal, Lda, Ricardo Rodrigues gere uma equipa formada por consultores, criadores de conteúdos e programadores que desenvolvem e mantêm uma plataforma gratuita com informação e comparação de produtos bancários. Formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e apaixonado pela área Financeira, criou o nvalores.pt em Agosto de 2013 com a missão de garantir uma comparação independente de produtos bancários em Portugal. Exerceu funções de consultor financeiro independente na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Email: geral@nvalores.pt