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Concessão de empréstimo habitação – Outubro de 2021

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Cada vez mais se fala da facilidade de obtenção de um financiamento para a aquisição de uma casa nova – vulgo crédito habitação.

De acordo com os dados revelados pelo Banco de Portugal, os empréstimos concedidos a particulares para comprar casa subiu dos 976 milhões de euros em outubro de 2020, para 1.263 milhões em outubro de 2021.

Contudo, não foram apenas os empréstimos habitação que sofreram uma subida.

De forma generalizada, o crédito ao consumo para particulares subiu de 391 milhões de euros para 412 milhões de euros no mesmo período analisado acima.

Nem mesmo os elevados preços dos imóveis parecem travar a concessão de empréstimos habitação, devido às taxas de juro, que embora tenha subido, continuam em mínimos.

Crédito habitação no Crédito Agrícola

Sobe para 0,82% a taxa de juro no crédito habitação

Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, a taxa de juro média na habitação subiu para 0,82% em outubro deste ano, o que representa um aumento de 0,02% relativamente a setembro.

Tal aumento justifica-se pelo acompanhamento da evolução da Euribor a 12 meses, o indexante mais utilizado em contratos de crédito habitação.

Mesmo com esta subida, Portugal ocupava em outubro a segunda posição entre os países com taxa de juro mais baixa na zona do euro.

Relativamente à TAEG – Taxa Anual Efetiva Global, que reflete todos os encargos associados ao empréstimo habitação, Portugal estava acima da média da zona do euro no mês de outubro.

Crédito habitacão santander totta

Empréstimo habitação continua a representar o maior número de concessões

Analisando as concessões de crédito habitação e outros créditos ao consumo para particulares, percebemos que o financiamento habitacional continua a representar a parte mais significativa em empréstimos, com cerca de 67% deste mercado.

Em seguida, temos os empréstimos ao consumo, que representam 412 milhões, e créditos para outros fins, com 207 milhões. Também a taxa de juro média dos novos empréstimos ao consumo subiu para 6,65%.

Ainda assim, com a tendência de aceleração da inflação em Portugal, atingindo os 2,6% em novembro, as projeções para 2022 não devem ser tão otimistas.

Este é um cenário que apresenta riscos às famílias portuguesas e ao setor imobiliário, que perseverou mesmo no pior momento da pandemia.

Isto porque, com o aumento da taxa de juros, os portugueses verão a despesa mensal com o crédito habitação aumentar e, consequentemente, sentir uma maior pressão no orçamento mensal.

Outro resultado direto deste cenário é a queda na procura de novas casas, já que o financiamento ficará mais caro.

Portanto, num futuro próximo, é provável que a atual “era de ouro” vivida pelo setor imobiliário em Portugal venha a sentir alguns impactos negativos.

Aqui no NValores continuaremos a analisar a situação e manter os leitores sempre atualizados!

Veja também: Crédito ao Consumo em Portugal

Revisto por Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da NValores (RRNValores Unipessoal, Lda,)

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