Emprego Jovem Ativo

Uma das medidas de apoio que também tem sido bastante utilizada ao longo dos últimos anos por parte dos desempregados com um nível de escolaridade inferior é a medida Emprego Jovem Ativo.

Neste artigo vamos explicar-lhe o que são e como funcionam este tipo de apoios para o emprego Jovem Ativo, que foram publicadas através da Portaria n.º 150/2014, de 30 de julho e no Despacho n.º 11348/2014, de 10 de setembro.

Como funciona a medida Emprego Jovem Ativo?

Esta medida tem como principal objetivo o desenvolvimento de experiências práticas em contexto de trabalho por equipas de jovens (compostas por 2 ou 3 jovens desfavorecidos a nível de qualificações e de empregabilidade, e um jovem qualificado – tendo no mínimo 1 licenciatura), de modo a melhorar as suas condições de integração socioprofissional.

Estas medidas têm a duração de 6 meses e desenvolvem-se no contexto de um projeto a determinar, mas que está inserido num plano de inserção.

Quem se pode candidatar a este tipo de medida?

Este tipo de apoio pode ser solicitados por jovens com idade entre os 18 e os 29 anos, inclusive, inscritos como desempregados no IEFP, e que se encontrem numa das seguintes situações:

  • Não tenham a escolaridade obrigatória e se encontrem em particular situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho, nomeadamente porque abandonaram a escola ou não concluíram o 3º ciclo do ensino básico;
  • Detentores de uma qualificação de nível 6 ou superior do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ), ou seja, detentores, no mínimo, de licenciatura.

Para que uma empresa possa solicitar ter estes jovens a realizar a medida Emprego Jovem Ativo, deve apresentar ao IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) a proposta de um projeto integrado que contemple, designadamente:

  • Descrição das atividades a desenvolver por cada um dos destinatários;
  • A justificação da relevância da atividade para a integração dos destinatários, que não pode consistir no preenchimento de postos de trabalho;
  • Um plano de inserção para cada uma das tipologias de destinatários;
  • Um orientador responsável pelo acompanhamento dos destinatários.

Mensalmente é pago a cada jovem um montante previamente estabelecido, sendo que os valores pagos são os seguintes:

  • Bolsa mensal, cujo valor é o seguinte:
  • 70% IAS (€ 293,45) – para  os jovens desfavorecidos em matéria de qualificações e empregabilidade
  • 1,3 IAS (€ 544,99) – para os jovens mais qualificados
  • Refeição ou subsídio de alimentação
  • Seguro de acidentes pessoais

É importante salientar que este tipo de apoios é financiado ao abrigo dos Fundos Europeus afetos ao Portugal 2020.

Esperamos que este artigo o tenha ajudado a entender um pouco melhor como funciona este tipo de apoio de Emprego Jovem Ativo, e caso conheça alguém que se encontre nesta situação, dê-lhe esta informação.

Sobre o autor: Ricardo Rodrigues

Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt

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