Devo tirar o meu dinheiro do BES

Devo tirar o meu dinheiro do BES?

By | 2017-05-19T01:32:59+01:00 22/07/2014|Categories: Banca|

A situação de instabilidade e de incerteza no BES tem levado muitos dos seus depositantes a questionarem: “Devo tirar o meu dinheiro do BES“?

Esta é uma questão legítima e compreensível, que ganha maior relevância à medida que vão sendo veiculadas novas notícias sobre o Banco Espírito Santo.

O BES é um dos principais protagonistas do tecido bancário nacional, sendo mesmo o maior banco português cotado na bolsa e a segunda maior instituição financeira a operar em Portugal.

Estes dados mostram porque é que o país tremeu face às notícias da crise no BES.

A possibilidade de assistirmos a um novo e mais dramático caso BPN abalou os alicerces do setor financeiro e inquietou milhões de depositantes.

O Banco de Portugal, entretanto, já emitiu um esclarecimento público destinado a esclarecer as dúvidas do público em geral, mas principalmente focado em tranquilizar os depositantes do BES.

Comunicado do Banco de Portugal Sobre os Depósitos no BES

O comunicado do Banco de Portugal refere que o BES continua a apresentar uma situação de solvabilidade, a qual até foi reforçada recentemente através do aumento de capital da instituição.

A entidade reguladora refere ainda quem vindo a adotar diversas ações de supervisão, destinadas a reduzir os riscos de contágio entre o Grupo Espírito Santo (GES) e o Banco Espírito Santo. Estas medidas pretendem impedir que problemas resultantes do ramo não-financeiro do GES contagiem o banco.

A Queda Das Ações Na Bolsa Pode Comprometer os Depósitos

Uma das principais preocupações de quem tem dinheiro depositado no BES é a queda abrupta do valor das ações do BES na bolsa. Importa perceber que o mau desempenho das ações na bolsa não compromete a integridade dos depósitos.

A queda das ações reflete sobretudo a desconfiança que os investidores estão neste momento a sentir face ao banco, mas este é um parâmetro que pode ser utilizado para definir o grau de solidez de uma entidade bancária.

No sistema bancário nacional encontramos o exemplo perfeito desta ideia. No pico da crise financeira, as ações do BCP (outro dos maiores bancos privados portugueses) desvalorizaram ao ponto de valerem apenas três cêntimos por ação.

Esta queda acentuada do valor das ações do BCP não comprometeu o normal funcionamento do banco, nem colocou em causa a integridade dos depósitos.

A solidez de um banco está diretamente associada à sua capacidade de cumprir as responsabilidades que lhe são inerentes e não ao valor das suas ações no mercado bolsista.

A Proteção do Fundo de Garantia de Depósitos

Se a realidade futura desmentisse tudo aquilo que referimos até aqui, se as garantias do Banco de Portugal falhassem e se o BES realmente caísse, qual seria então o cenário para os depositantes?

Na eventualidade do pior cenário se concretizar, os depositantes poderiam ainda contar com a proteção do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).

Este fundo é da responsabilidade do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e tem como principal missão assegurar o reembolso dos depósitos realizados nas instituições de crédito aderentes.

Na prática, isto significa que depósitos até 100 mil euros estão cobertos por este Fundo de Garantia.

O Que Aconteceria Se Todos Retirassem Os Seus Depósitos do BES

Se num futuro próximo, todos aqueles que hoje questionam “Devo tirar o meu dinheiro do BES?”, retirassem de facto o seu dinheiro daquela instituição bancária, tal ação apenas serviria para acelerar a queda do banco, o que poderia ter consequências negativas para todo o tecido financeiro português.

É preciso também notar que as instituições financeiras portuguesas ainda dispõem de cerca de 6,4 mil milhões de euros, soma à qual podem recorrer caso necessitem. Este é mais um dado que deve servir para tranquilizar todas as pessoas que têm depósitos no BES.

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About the Author:

Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt

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