Quais os custos de manter um cartão de crédito?

cartão

Cada vez são mais os portugueses que têm um (ou vários!) cartão de crédito na carteira ou que estão a pensar adquirir algum para proceder à compra de algo novo.

No entanto o que acontece é que a maioria não sabe ao certo quais são os custos de um cartão de crédito (mesmo que nem sempre o esteja a utilizar), e ficam admirados com os valores que recebem em muitos casos para pagar no final do mês.

Neste artigo, o NValores vai explicar-lhe todas as taxas e comissões do cartão de crédito, para que não volte a ser apanhado desprevenido.

1 – Informações que devem ser prestadas pelo banco

Ter um cartão de crédito, implica diversos custos que devem ser bem analisados antes da contratação deste serviço. De acordo com o Banco de Portugal, todas as entidades bancárias devem disponibilizar aos seus clientes o preçário, e o mesmo deve estar disponível em todos os balcões, locais de acesso direto, assim como no site da entidade (sem que seja necessário algum tipo de registo para ter acesso a essa informação).

O preçário deve apresentar de forma clara e legível a lista e folheto de comissões e despesas, as taxas de juro representativas dos diversos produtos e serviços disponibilizados aos clientes, e o folheto das taxas de juro.

Na lista de comissões e despesas, as instituições bancárias têm de apresentar o valor máximo de todas as comissões que praticam (uma vez que não é possível cobrar valores que não constem no preçário).

No que concerne o folheto das taxas de juro, os mesmos devem indicar as taxas de juro associadas aos seus produtos ou serviços (nomeadamente a TAEG e TAN).

De modo geral, estes são os custos de um cartão de crédito, no entanto agora vamos explicar-lhe o que representam os mesmos na faturação do seu cartão de crédito.

2 – Principais custos de um cartão de crédito

Os custos de um cartão de crédito vão variar consoante a entidade que os emite, sendo que cada uma tem diversos produtos e serviços de forma a que os clientes possam ter uma maior variedade de escolha de acordo com as suas necessidades (por exemplo, não faz sentido uma pessoa que não viaja pagar mais por um cartão de crédito só porque vai acumular milhas).

Os principais custos de manter um cartão de crédito são:

2.1 – Anuidade

Embora hajam cartões de crédito que não têm anuidade, muitos deles têm um valor anual associado à sua utilização (em alguns casos os titulares podem ser isentos do pagamento da anuidade, desde que a faturação anual seja igual ou superior a determinado valor).

Em Portugal as anuidades variam entre 0 e 300€.

2.2 – Juros

Tal como a anuidade, as taxas de juro são variáveis consoante o tipo de cartão de crédito, a entidade bancária e o prazo de reembolso.

Quando realiza a adesão a um cartão de crédito, é realizado um contrato legal que determina o tempo que o cliente tem para pagar o mesmo (em prestações ou na totalidade).

É importante ter em conta que os juros vão estar intrinsecamente ligados ao prazo de pagamento do empréstimo.

Numa grande parte dos casos, as entidades bancárias concedem aos seus clientes entre 35 e 50 dias de crédito sem juros, que podem ser utilizados para proceder a compras de valores inferiores.

2.3 – Comissões

As comissões são valores determinados pelas instituições financeiras pela utilização do cartão de crédito (independentemente de ser pela realização de pagamentos ou levantamentos em Portugal ou no estrangeiro).

2.4 – TAEG

A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) representa os custos do cartão e representa os valores anuais cobrados na sua utilização.

2.5 – Transações no estrangeiro

Sempre que faz uma transação ou levantamento no estrangeiro os mesmos têm um determinado custo associado (que depende do tipo de cartão de crédito que tem).

No entanto, dentro do União Europeia alguns operadores podem não cobrar as mesmas (mas é pouco comum). Já fora da EU os valores das transações podem ser bastante elevadas.

2.6 – Sistemas de pagamentos

As marcas mais conhecidas de cartões de crédito são a VISA, Mastercard e American Express, no entanto embora estejam na maioria dos casos presentes em todos os países, poderá haver alturas em que um cartão de uma determinada operadora não tem acordo de utilização em determinada loja ou país.

É por isso bastante importante, que se for fazer um cartão de crédito específico para uma viagem, verifique qual o tipo de cartão que é aceite nesse local (para depois não ter uma surpresa desagradável).

2.7 – Taxas de levantamento no multibanco

O Cash advance (ou mais conhecido com os levantamentos ATM) têm um custo (por norma alto) associado, sendo por isso algo a evitar.

2.8 – Seguros

Embora algumas instituições tenham seguros incluídos, outras dão-lhe a possibilidade de agregar mais alguns (como seguro de vida ou de fraude online, ou até mesmo seguro de viagens).

No entanto é muito importante que veja qual o peso que um seguro adicional irá ter na sua fatura mensal (e se vale realmente a pena).

2.9 – Custos de emissão

No caso de roubo, perda ou extravio do cartão de crédito, a emissão de uma segunda via do mesmo poderá ter um encargo até 30€ (por esse motivo deve sempre mantê-lo num lugar seguro).

2.10 – Juros de mora

Sempre que não realizar o pagamento da fatura do cartão de crédito atempadamente, pode pagar os juros de mora associados ao tempo que falhou o pagamento.

É de extrema importância que nunca deixe de pagar uma fatura, uma vez que irá agravar os juros associados, tornando-se mais complicado de realizar o pagamento do crédito.

Como vê, os custos de um cartão de crédito podem ser bastante elevados, sendo por isso muito importante que tenha estes fatores em conta sempre que utilizar o mesmo ou se está a pensar adquirir um destes cartões.

 

Caso tenha alguma questão relativamente a créditos ou poupanças pessoais, não hesite em contactar-nos.

Teremos todo o gosto em esclarecer as suas dúvidas.

Sobre o autor: Ricardo Rodrigues

Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt

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