O meu pedido de crédito foi recusado. O que posso fazer agora? - NValores

O meu pedido de crédito foi recusado. O que posso fazer agora?

By | 2019-03-15T17:39:16+01:00 15/03/2019|Categories: Crédito Pessoal|
credito recusado

A economia portuguesa mudou muito ao longo dos últimos anos, e não é incomum que um consumidor veja o seu pedido de crédito recusado.

Sim, hoje em dia já não é só quem tem problemas bancários ou baixos rendimentos que dificilmente consegue obter financiamento bancário. E, a verdade é que são vários os motivos pelos quais isso acontece.

Hoje iremos explicar-lhe os vários motivos de recusa de crédito, assim como dar-lhe algumas alternativas do que poderá fazer futuramente.

O que leva o crédito a ser recusado?

É importante perceber que depois dos tempos de crise, os bancos passaram também por dificuldades.

Assim, neste momento acabam por ser muito mais cuidadosos na concessão de crédito pessoal ou habitação (que acabam por ser os mais comuns).

Mas, saiba que um banco recusar-lhe um crédito não é o fim do mundo. Até porque, nos dias que correm, existem também empresas de crédito (ou entidades financeiras, como lhes preferir chamar) que podem ajudá-lo de forma muito menos burocrática.

Perceba de seguida os principais motivos para ver o crédito recusado.

1 – Histórico de mau pagador

É importante frisar desde já que ser um mau pagador é sem qualquer sombra de dúvida o principal motivo pelo qual os bancos não emprestam dinheiro.

Pode ter um emprego estável, vários titulares e garantias. Mas, se o seu nome está (ou esteve até há pouco tempo) na lista negra do banco de Portugal (Central de Responsabilidade de Crédito) os bancos não lhe vão conceder nenhum financiamento.

Assim sendo, é importante que tenha um historial de crédito positivo. E o que é que isso quer dizer?

Que todos os empréstimos que solicita têm de ser pagos no dia certo, sem qualquer tipo de atraso.

Acredite que este é o primeiro ponto que todos os bancos e entidades financeiras vão analisar. Se não “passar” no mesmo, a restante documentação não será sequer analisada.

Descubra: O que pode acontecer se não pagar um empréstimo?

2 – Não estar profissionalmente estável

Acredite que não é por ter um emprego ou estar a fazer um estágio profissional que os bancos lhe vão conceder um crédito pessoal ou um cartão de crédito.

Ter um contrato a termo certo, ou estar numa empresa há pouco tempo, é para os bancos sinal de instabilidade.

Por isso, é normal que estas situações tornem o crédito pessoal difícil de aprovar.

O nosso conselho é que não solicite um crédito pessoal (ou qualquer outro tipo de financiamento de longa duração) se não cumprir alguns requisitos relativos à estabilidade profissional.

3 – A sua idade é importante

Contrariamente ao que possa pensar a idade é outro ponto comum de recusa de crédito. E, a explicação é muito simples.

Embora a esperança média de vida tenha aumentado, a verdade é que se tiver mais de 75 anos (limite máximo na maioria das entidades) , dificilmente terá capacidade para devolver todo o financiamento que for emprestado.

E, se for demasiado novo, menos de 25 anos, não tem ainda maturidade ou estabilidade profissional para conseguir assumir um compromisso tão grande como um crédito.

Neste caso não haverá grande volta a dar.

Se for muito novo (menos de 25 anos) o melhor é esperar um pouco mais. Se tiver mais de 65 anos, pode ser necessário colocar um 2º titular no empréstimo.

4 – Número de titulares

Conseguir aprovar um empréstimo em nome individual nem sempre é fácil. Isto porque, para ser fácil precisa de ter um perfil praticamente perfeito aos olhos dos bancos.

Assim, precisa cumprir requisitos como:

  1. Não ter incidentes bancários
  2. Ter um contrato sem termo (efetivo)
  3. Estar na empresa há pelo menos 2 anos
  4. Ter um salário mínimo de 650€
  5. Ter uma taxa de esforço entre 30% e 40%
  6. Ter um historial bancário com saldo positivo
  7. Ter uma idade entre 25 anos e 65 anos.

E, nos dias que correm conseguir cumprir todos estes requisitos não é tarefa simples.

Assim, é normal que existam muitos créditos recusados, quando solicita um crédito pessoal com um único titular. Nestes casos, o ideal é falar com outra pessoa para ser titular juntamente consigo. Dessa forma, o risco acaba por ser diluído.

Ou seja, imagine que pede um crédito para comprar um carro e ao final de 3 anos fica sem trabalho e não tem dinheiro para pagar as prestações. Neste caso irá ficar em incumprimento e provavelmente irá perder o carro.

Contudo, se forem 2 titulares, o segundo titular poderá garantir o pagamento do empréstimo.

5 – Taxa de esforço demasiado alta

Cada vez mais os bancos analisam a taxa de esforço que um crédito irá trazer à vida dos seus titulares.

E, o que é que os bancos consideram como taxa de esforço?

De forma simples, é a percentagem dos valores auferidos pelo agregado familiar que se destinam ao pagamento de créditos que se encontrem em vigor.

Veja o seguinte exemplo:

Se auferir um ordenado de 1000€ líquidos e não tiver nenhum crédito em vigor, a sua taxa de esforço será 0. Contudo, se tiver um crédito de 350€, a sua taxa de esforço já vai ser de 35%. E, esta taxa de esforço para o banco já é considerada de risco.

Assim, é importante que antes de solicitar um crédito, verifique qual a taxa de esforço do seu agregado familiar e se é possível liquidar os outros créditos antes de pedir um novo financiamento.

A par de todas estas questões, quem cumpre todas as características tem como principal questão saber quanto tempo demora um crédito a ser aprovado.

Assim, saiba que vai depender da entidade bancária ou financeira. Mas por norma, em 48 horas o mesmo está aprovado.

Veja também: Como convencer o meu banco na hora de pedir crédito

Agora já sabe quais são os principais motivos para ver o seu crédito recusado. Assim já irá conseguir perceber um pouco melhor quais as características que necessita cumprir de forma a poder obter um financiamento.

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By | 2019-03-15T17:39:16+01:00 15/03/2019|Categories: Crédito Pessoal|

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Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt