Como criar um fundo de emergência?

Quer queiramos quer não, ter um pé de meia disponível pode ser a solução para aquele momento ou problema inesperado.

Bem sabemos que nos dias que correm ter uma vida financeira bem controlada não é uma tarefa muito fácil. Por vezes deparamo-nos com situações em que o orçamento familiar parece ser insuficiente para pagar as contas atempadamente.

Para evitar passar por apertos desse tipo, é importante tirar algum dinheiro de parte com o objetivo de criar um fundo de emergência.

Todos estamos sujeitos a imprevistos, e nesses casos ter um pé de meia pode poupar à necessidade de contratar um crédito pessoal. Apesar de termos consciência disso, muitos não sabem sequer por onde começar esta tarefa.

Se pretende ter uma vida financeira mais saudável daqui para a frente, acompanhe o nosso manual com todas as informações essenciais para quem está a planear dar início a um fundo de emergência.

Fundo de emergência

Se já chegou à conclusão de que realmente é necessário ter algum dinheiro de parte, então já deu um grande passo para iniciar o seu fundo de emergência.

Mas, saiba desde já que ser consciente em relação ao uso do dinheiro vai ser fundamental nessa missão. E, de forma a ajudar, esclarecemos algumas dúvidas de seguida.

1 – Mas afinal, o que é um fundo de emergência?

O nome é auto-explicativo, ou seja, um fundo de emergência nada mais é do que uma reserva de dinheiro disponível para lidar com situações inesperadas que podem surgir em algum momento.

Estes acasos podem ter as mais diversas causas, como problemas de saúde, um acidente, ou até mesmo desemprego. Não podemos prever se ou quando isso pode acontecer, portanto é importante estar prevenido.

2 – Qual a importância do fundo de emergência?

Conforme mencionado, o fundo tem o objetivo de ampará-lo numa ocorrência imprevista em que haja em última instância necessidade de dinheiro extra. E talvez a maior vantagem de criar o seu fundo de emergência é porque não terá de recorrer a um empréstimo se precisar de algum dinheiro inesperadamente.

Se tem dinheiro guardado, por consequência pode ver uma emergência com maior tranquilidade, e sem se precipitar. Isso porque não terá de contratar um crédito bancário, o que às vezes se torna um problema e não uma solução.

3 – É realmente preciso ser consciente em relação ao fundo de emergência

Esta é a dica de ouro em relação à criação de um fundo de emergência: ser consciente.

E o que isso significa?

Que não se deve utilizar esse recurso para outra situação se não um imprevisto ou uma emergência.

Portanto, se está a pensar em usar os seus fundos para fazer uma viagem ou uma compra, por exemplo, esteja certo de que se está a sabotar-se a si mesmo e à sua família. Não deixe que isso aconteça, e seja disciplinado em relação às suas poupanças.

Se quer comprar algo, comece a juntar dinheiro em vez de recorrer ao que já está guardado para situações de urgência.

Como posso criar um fundo de emergência?

Essa é a principal dúvida de quem pretende iniciar o próprio fundo de emergência. Afinal, por onde começar?

A resposta para essa pergunta é muito mais fácil do que você imagina.

E, agora que já sabe a importância de ter este dinheiro de parte, vamos explicar-lhe como conseguir fazê-lo.

1 – Calcule os seus gastos mensais

O primeiro passo é saber quais são as despesas fixas mensais que tem atualmente.

A par disso é também essencial saber quais são os gastos esporádicos (ou seja, as despesas variáveis). Portanto, anote todos os gastos durante um mês, até mesmo aquele cafezinho ou raspadinha que comprou.

No fim do mês deve ter uma boa noção se os seus gastos estão ou não de acordo com o seu orçamento. Além disso, deve ser capaz de organizar o que pode ou não sair da lista de despesas.

Para controlar as suas despesas mensais, utilize este simulador.

2 – Orçamento vs despesas

Conhecendo os seus gastos, é hora de olhar para o seu orçamento mensal. Faça as contas e verifique se o que ganha é suficiente para pagar todas as despesas, se está no limite, ou se tem algum dinheiro extra.

Para ser viável criar um fundo de emergência, deve ter em mente que o dinheiro que será reservado não pode comprometer o seu orçamento mensal. Portanto analise se é possível descartar alguma despesa desnecessária ou pelo menos reduzi-la.

3 – Quanto deve reservar para o fundo?

Essa pergunta tem uma resposta diferente para cada caso, pois o montante que deve ser retirado mensalmente vai variar de acordo com a equação orçamento x despesas de cada um.

E essa equação, sabemos, não é constante, pois a vida não é uma conta exata. Existem períodos em que conseguimos ter maior estabilidade financeira e profissional, e noutros nem por isso.

Portanto, o ideal é estipular uma meta para o seu fundo de emergência, que esteja em consonância com a sua realidade. Mesmo que de início pareça pouco, não deixe de poupar algum dinheiro todos os meses, porque no final todo o dinheiro irá fazer a diferença.

4 – Tenha uma conta exclusiva para seu fundo

Ter uma conta exclusiva para essa finalidade é fundamental para não utilizar este recurso sem necessidade. Assim, abra uma conta em que este dinheiro será guardado, e pode inclusive ter rendimento.

Pesquise nos bancos os tipos de contas e investimentos de baixo risco, para que esse fundo vá se multiplicando aos poucos. Existe também a opção de depósitos programados, para garantir que todos os meses vai colocar algum dinheiro de parte.

Criar um fundo de emergência não tem nenhum segredo e não precisa de ser um bicho de sete cabeças. Porém requer organização e disciplina mantê-lo, sem que o orçamento mensal seja prejudicado.

Comece hoje mesmo o seu pé de meia, e esteja preparado em casos de ocorrências inesperadas.

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