Alternativas aos depósitos a prazo

Alternativas aos Depósitos a Prazo

By | 2017-05-19T01:32:59+01:00 11/07/2014|Categories: Onde Investir|

Os depósitos a prazo são a forma mais tradicional e habitual de fazer com que as suas poupanças possam render algum dinheiro.

No entanto, as taxas de juros aplicadas aos depósitos a prazo têm sofrido reduções drásticas nos últimos anos. Neste momento, muitas pessoas olham para os depósitos a prazo que as várias instituições bancárias comercializam e não ficam minimamente satisfeitas com nenhuma opção disponível, sendo que começam a procurar alternativas aos depósitos a prazo.

Os depósitos a prazo que o mercado atual oferece apresentam várias limitações, sendo que as mais frequentes são as seguintes:

  • Taxas de juros muito reduzidas
  • Prazos prolongados e com cláusulas que impossibilitam as mobilizações antecipadas ou que incluem penalização total ou parcial dos juros quando essa mobilização antecipada é realizada
  • Impossibilidade de fazer reforços aos depósitos a prazo

Devido a estas limitações e apesar do mercado financeiro português continuar a seguir as linhas mais tradicionais e conservadoras, os portugueses já procuram alternativas aos depósitos a prazo, por forma a encontrar soluções que os satisfaçam mais, seja a nível de taxas de juros recebidas, prazos de pagamento ou outros aspetos que considerem importantes.

Neste momento existem 4 tipo de produtos que podem ser considerados como boas alternativas aos depósitos a prazo, pois apresentam um risco baixo, capital garantido e têm taxas de juros mais atrativas, sendo eles:

  • Certificados de Aforro ou do Tesouro
  • Certificados de Tesouro
  • Obrigações de Empresas
  • Fundos de PPR (Plano Poupança Reforma)
  • Fundos de Tesouraria

Vamos apresentar as principais características, vantagens e desvantagens de cada uma destas alternativas aos depósitos a prazo.

Certificados de Aforro ou do Tesouro

ctt

 

Os Certificados de Aforro são comercializados pelos CTT há bastante tempo e nos últimos anos voltaram a atrair a atenção de muitos investidores, pois apresentam taxas de juros revistas trimestralmente (de acordo com a evolução da Euribor) muito atrativas, sendo que até ao final de 2016 há um prémio fixo de 2,75%. Os prémios de permanência são mais um atrativo para os investidores que pretendam fazer investimentos de longo prazo.

Os certificados do Tesouro também são um instrumento da dívida pública, mas apresentam algumas características que os distinguem dos certificados de aforro.

Uma das principais diferenças diz respeito a uma rentabilidade imediata mais elevada, sendo uma melhor opção para investimentos de curto a médio prazo, do que os certificados de aforro. No entanto, não têm prémios de permanência.

Vantagens dos Certificados de Aforro ou do Tesouro

  • A partir do final do primeiro trimestre da aplicação é possível fazer mobilizações antecipadas sem qualquer tipo de penalização.
  • No caso dos certificados de aforro os juros são sempre pagos trimestralmente, permitindo um acesso rápido aos lucros gerados com a aplicação do capital; Já no que diz respeito aos certificados do tesouro, os juros são pagos anualmente.
  • Valores de subscrição muito flexíveis, sendo o mínimo de 100€ e o máximo de 250.000€, pelo que é um produto que pode ser usado por todo o tipo de investidores
  • Isenção de qualquer tipo de comissões.
  • A adesão ao produto é feita em qualquer balcão dos CTT ou através da Internet, pelo que o acesso é fácil.

Desvantagens dos Certificados de Aforro ou do Tesouro

  • A informação sobre as taxas de juros é revista trimestralmente (certificados de aforro) ou anualmente (certificados do tesouro) e o investidor deve estar atento a essa informação, por forma a assegurar-se que tem o melhor produto possível.
  • A informação sobre os certificados de aforro disponibilizada pela IGCP (Agencia de Gestão de Tesouraria e da Dívida de Portugal) é algo confusa e para um investidor que está a dar os seus primeiros passos neste mundo pode ser complicada de interpretar.

Obrigações de Empresas

Obrigações de Empresas

Em 2011 as empresas portuguesas começaram a emitir obrigações, sendo que a empresa pioneira neste campo foi a EDP.

As obrigações de empresas são títulos de dívida de uma empresa que o investidor compra e no final do prazo acordado recebe o valor investido mais os juros acordado. Também há a opção de vender as obrigações antecipadamente sempre que estas estejam em alta (algo idêntico ao mercado de ações).

Vantagens das Obrigações de Empresas

  • Rentabilidade superior aos depósitos a prazo tradicionais.
  • Prazos de aplicação mais reduzidos do que nos depósitos a prazo.

Desvantagens das Obrigações de Empresas

  • Risco da perda total do valor investido. Apesar de tal nunca ter acontecido em Portugal, se a empresa em causa falir o investidor perde todo o dinheiro aplicado.
  • Produto financeiro que implica comissões, o que faz com que o lucro diminua.

Fundos de PPR (Plano Poupança Reforma)

Plano Poupança Reforma

Os fundos de PPR são um investimento de médio a longo prazo que tem como principal objetivo conseguir uma poupança extra com um nível de rentabilidade atrativo, para utilizar aquando da idade de reforma.

Este é um produto que, apesar de nos últimos anos registar uma menor aderência por parte dos portugueses, continua a apresentar-se como uma alternativa de eleição aos depósitos a prazo.

Estes fundos de PPR são geridos por sociedades gestoras de fundos mobiliários e de pensões, apresentado por isso risco de capital.

Vantagens dos Fundos de PPR

  • Rentabilidade média anual atrativa, sendo possível alcançar 10%
  • Produto dedutível em sede de IRS.

Desvantagens dos Fundos de PPR

  • Risco de capital, pois dependem de fundos mobiliários e de pensões.
  • A rentabilidade anual pode ser bastante inferior ao expectável, dependendo do comportamento dos fundos em que se baseia.

Fundos de Tesouraria

Fundos de Tesouraria

Os fundos de tesouraria são, na sua essência, fundos de investimento que procuram investimentos de curto prazo e elevada rentabilidade, como por exemplo, os títulos da dívida pública.

A rentabilidade média para este tipo de produto financeiro é de 3,64%, mas pode ser superior.

Vantagens dos Fundos de Tesouraria

  • Rentabilidade elevada e risco reduzido
  • Valores mínimos de subscrição reduzidos
  • Na maioria dos casos é isento de comissões de subscrição, manutenção e resgate

Desvantagens dos Fundos de Tesouraria

  • Há o risco de perda de valor, mas não é frequente

Estas são as principais alternativas atuais aos depósitos a prazo tradicionais. Apesar de todas as alternativas apresentarem algum tipo de risco de capital ou rentabilidades irregulares, estas são opções que compensam mais do que os depósitos a prazo, pois o risco de capital é extremamente reduzido e as taxas de juros pagas são quase sempre superiores às obtidas através dos depósitos a prazo.

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About the Author:

Formado em Engenharia e apaixonado pela área Financeira, Ricardo Rodrigues criou a NValores em Agosto de 2013 com a missão de melhorar a literacia financeira dos Portugueses. Exerceu funções profissionais inerentes à categoria de Consultor Financeiro na Empresa Maxfinance, nomeadamente assessoria na obtenção de crédito pessoal, crédito consolidado, crédito automóvel, cartões de crédito, crédito hipotecário, leasing, seguros e aplicações financeiras. Desde de 2013 com funções profissionais inerentes à categoria de CEO na RRNValores Unipessoal, Lda, especificamente, gere uma equipa formada por consultores, marketing de conteúdos e programadores que criam, desenvolvem e mantêm uma plataforma com informação e comparação de produtos financeiros gratuita para todos os utilizadores. Email: geral@nvalores.pt

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