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Despedimentos em massa na Banca em Portugal

By | 2017-08-04T05:20:26+00:00 04/08/2017|Categories: Banca|
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Todos sabemos que Portugal passou por uma fase económica bastante instável, contudo, além do setor da construção civil, a área da banca foi a mais afetada com dezenas de balcões a serem encerrados e milhares de pessoas a ficarem sem os seus empregos.

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Contudo, este problema não afeta só Portugal, dado que de acordo com dados do Banco Central Europeu, em 2015 fecharam mais de 15.000 agências de bancos em toda a Europa, levando ao desemprego mais de 24.000 pessoas.

Redução de trabalhadores na Banca em Portugal

De acordo com várias análises, a verdade é que os bancos estão cada vez mais a adotar a estratégia da extinção do posto de trabalho como forma de despedimento (sendo que são inúmeras as vezes em que se querem despedir determinado trabalhador realocam-no em agências que já sabem de antemão que vão ser extintas).

Entre 2011 e 2015, só em Portugal fecharam 1388 agências e mais de 7.000 trabalhadores ficaram no desemprego (estima-se que mais de 12.000 pessoas ficaram no desemprego devido à redução de trabalhadores na banca nos últimos 8 anos).

A verdade, é que de forma a que se conseguisse perceber melhor o motivo que levou a tantos despedimentos na banca, foram realizados dezenas de inquéritos a várias instituições bancárias e a resposta unânime acabou por ser que os mesmos foram uma medida urgente, tomada em última instância para conseguirem reduzir os custos.

No entanto, essa redução de custos, como os próprios bancos lhe chamam, implicam uma mudança drástica e significativa na vida de milhares de pessoas (são muitos os trabalhadores do setor bancário que auferiam ordenados de 2.000€ e que atualmente ganham pouco mais do que o ordenado mínimo nacional).

Mas, pior do que o despedimento coletivo, é o fato de muitos bancos, poucos meses depois de o fazerem contratarem novos funcionários, que auferem mensalmente ordenados muito idênticos aos que haviam sido colocados de lado, por serem um custo desnecessário para a empresa.

O que é que o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários fez?

Pois bem, a verdade é que na grande maioria dos casos, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) nada fez relativamente a esta questão.

Isto aconteceu, pois o mesmo foi apanhado de surpresa com a quantidade de despedimentos coletivos que têm existido ao longo dos últimos anos.

Contudo, a verdade é que foram muitos os trabalhadores despedidos que entraram em tribunal (com o apoio do sindicato) de forma a verificarem a possibilidade de impugnar os despedimentos coletivos, no entanto, os processos demoram muito tempo até serem concluídos e a grande maioria não resiste psicologicamente a essa espera.

Dados concretos dos despedimentos na Banca

Tal como dissemos anteriormente, foram imensos os portugueses que foram despedidos na sequência dos despedimentos na banca.

Apresentamos-lhe alguns dos dados de seguida (de acordo com indicações do Banco Central Europeu).

2016

Em 2016 o Montepio foi o banco que mais se destacou pela negativa, tendo despedido mais 350 colaboradores só no primeiro semestre.

Este elevado número foi resultante do fecho de 100 agências por todo o país.

2015

2015 foi um ano bastante complicado para os trabalhadores da banca, tendo havido o despedimento de mais de 1392 trabalhadores, dos quais:

  • 448 pertenciam à Caixa Geral de Depósitos;
  • 336 ao BCP;
  • 277 ao Novo Banco;
  • 63 ao BPI;
  • 25 ao Santander Totta

No entanto, o pior é que a situação não termina por aqui, e prevê-se que em 2017 hajam mais despedimentos na banca, sendo que até 2020 a Caixa Geral de Depósitos espera reduzir os quadros em mais de 2.500 pessoas.

Esta situação acaba por se tornar insustentável para milhares de pessoas que trabalham nesta área e que não sabem quando é que podem, de um dia para o outro, ficar desempregados.

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