Simulador para calcular a taxa de esforço em 3 passos

By | 2017-06-09T01:35:00+00:00 06/10/2016|Categories: Crédito Pessoal|

Nos últimos anos, muitos portugueses descobriram da pior forma possível, que ter alguns créditos a mais pode implicar uma taxa de esforço muito superior ao que seria desejado.

Crédito pessoal

De forma a ajudá-lo a compreender um pouco melhor o que é a taxa de esforço, e como calcular a mesma, o NValores desenvolveu um simulador para calcular a taxa de esforço que pode ser bastante útil na realização dessa análise.

Neste artigo, fique a saber tudo o que precisa sobre este assunto.

1 – Simulador de taxa de esforço

Utilizar o nosso simulador é o primeiro passo para conseguir recuperar o controlo da sua vida financeira.

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2 – Interpretação de resultados

Após a utilização deste simulador, ir obter um resultado percentual. Esse valor é a percentagem dos rendimentos que aufere mensalmente e que são destinados ao pagamento de créditos.

Na tabela seguinte poderá verificar como pode interpretar os resultados obtidos.

Taxa de esforço Estado Recomendações
> 40% Muito elevado Deve pedir crédito consolidado
 = 40% Elevada Deve pedir crédito consolidado
> 30 % e < 40% Ideal Pode pedir crédito pessoal
 =30% Ideal máxima Pode pedir crédito pessoal

De forma ideal a sua taxa de esforço nunca deve ser superior aos 40%. Existem muitas famílias que têm taxas de esforço bastante consideráveis (como iremos ver num exemplo), e que não sabem como resolver a situação.

Se os resultados obtidos forem até aos 40%, é possível que no caso de pretender contratar um novo produto financeiro o possa fazer sem colocar muito em risco a sua taxa de esforço.

O simulador do NValores funciona em três passos rápidos:

  1. Inserir rendimentos;
  2. Inserir despesas;
  3. Analisar

3 – O que é a taxa de esforço

É um indicador económico que indica qual a percentagem dos rendimentos auferidos pelo agregado familiar  que é destinado ao pagamento dos seus créditos.

Pode utilizar uma formula para o cálculo da taxa de esforço do seu agregado familiar, bastante para isso dividir todos os encargos com créditos e todos os rendimentos e multiplicar por 100.

% Taxa de Esforço = (Soma de todos os créditos / Soma de todos os rendimentos) x 100

Relembramos que é importante ter a certeza de que ao aplicar esta fórmula soma todos os créditos que tem, e todos os rendimentos auferidos (caso contrário não irá obter uma percentagem real).

É importante salientar algumas questões:

  • Mesmo que não tenha um crédito habitação, se pagar mensalmente uma renda, esse valor deve ser considerado como um crédito;
  • Se for casado, o rendimento total é o somatório dos rendimentos de ambos os membros do casal;
  • Se receber juros de investimentos, esse valor é considerado como um rendimento (os rendimentos semestrais ou anuais, devem ser divididos pelo número de meses, sendo esse o valor a aplicar mensalmente);

4 – Exemplos de cálculo da taxa de esforço

De forma a explicar-lhe como funciona o simulador, iremos apresentar-lhe 2 exemplos, 2 duas famílias distintas, cujos rendimentos e créditos são diferentes.

4.1 – Exemplo 1

Para efeito da 1ª simulação, usámos como exemplo um casal sem filhos e com rendimentos relativamente baixos:

Rendimento Mensal

  • Salários: 1300

Rendimentos Anuais

  • Devolução de Impostos: 500

Despesas Mensais

  • Crédito à Habitação: 450
  • Crédito Automóvel: 150
  • Cartão de Crédito: 100

Como resultado do cálculo obtivemos: 52%.

Olhando para a tabela anterior, poderá ver que a taxa de esforço desta família é muito mais elevada do que deveria (do rendimento auferido 1300€, 676€ são utilizados para pagar créditos).

Desta forma, esta família deveria tentar reduzir em aproximadamente 60% a sua taxa de esforço. Em situações que existem diversas tipologias de créditos ativos, uma boa solução poderá ser a realização de um crédito consolidado, pois irá agregar todos os créditos num só e ainda reduzir substancialmente a prestação mensal.

Calcular a taxa de esforço de um agregado familiar, é o primeiro passo que deve fazer antes de ponderar contrair um novo crédito, pois é devido a este problema que atualmente muitas famílias se encontram sobre-endividadas.

Se souber ao certo qual o “estado de saúde” das suas finanças pessoais, não irá cometer o erro de se sobrecarregar ainda mais com prestações que na maior parte das vezes são contraídas por motivos supérfluos.

O simulador pode dar uma excelente contribuição nesse sentido, desde que todos os campos sejam preenchidos com total honestidade.

4.2 – Exemplo 2

Para efeito da 2ª simulação, usámos como exemplo um casal sem filhos e com rendimentos relativamente mais altos:

Rendimento Mensal

  • Salários: 1800

Rendimentos Anuais

  • Devolução de Impostos: 1500

Despesas Mensais

  • Crédito à Habitação: 400
  • Crédito Automóvel: 120
  • Cartão de Crédito: 100

Como resultado do cálculo obtivemos: 34,4%

Olhando para a tabela anterior, poderá ver que a taxa de esforço desta família se encontra estável tendo em conta os rendimentos auferidos (do rendimento auferido 1800€, apenas 619€ são utilizados para pagar créditos).

No caso desta família, a sua situação financeira é estável, sendo que em caso de necessidade poderiam optar pela realização de um novo crédito, sem que o mesmo fosse afetar de forma negativa a sua saúde financeira.

5 – Qual a taxa ideal?

Uma grande parte dos economistas recomenda uma taxa de esforço máxima de 40%, no entanto o ideal será manter a mesma em torno dos 30% (ou menos), até porque, devido á conjetura económica atual, já existem bancos que apenas aprovam novos créditos se for inferior a 30%.

É importante salientar, que esta taxa é única e exclusivamente relativa aos seus créditos, não estando incluídas as despesas do dia-a-dia ou do mês (como água, luz, gás…), ou seja, tem sempre de ter em conta que eventuais problemas financeiros podem ocorrer de um momento para o outro.

É importante salientar que independentemente da sua taxa de esforço, é sempre aconselhável que tenha uma poupança de valor igual ou superior a 3 meses de despesas médias (somatório de todas as despesas mensais), de forma a assegurar a estabilidade financeira caso haja um problema inesperado

Sempre que os créditos contraídos tenham taxas variáveis, deve ter alguma atenção extra, pois o valor da mensalidade do crédito pode alterar-se, de acordo com a taxa à qual está indexada (normalmente é a Euribor). Assim, deve haver mais alguma margem de manobra e evitar uma taxa de esforço elevada.

6 – O que fazer se a minha for elevada?

Se após a realização da simulação, a sua taxa de esforço se encontrar acima dos 40%, é possível tomar algumas medidas que lhe vão permitir assumir novamente as rédeas da sua vida financeira.

Se o valor dos créditos que tem em aberto não forem muto elevados, e se tiver uma poupança disponível, poderá avaliar a possibilidade de fazer a amortização total dos créditos, ou apenas dos que tiverem um valor menor, reduzindo desta forma as prestações mensais.

Mas se a amortização não for uma opção não precisa de entrar em desespero pois existem ainda outras opções. Pode tentar optar por fazer uma renegociação dos créditos em causa diretamente com as entidades financeiras, aumentando os prazos de pagamentos e reduzindo o valor mensal das suas prestações.

Uma terceira opção é fazer uma consolidação de créditos, com a qual pode conseguir uma poupança de 30% até 60%. Neste caso, poderá solicitar-nos uma avaliação do seu caso pessoal, que iremos tentar de forma gratuita verificar se é possível consolidar todos os seus créditos num único.

Agora que já sabe tudo o que necessita sobre a taxa de esforço, pode e deve realizar os seus cálculos, de forma a avaliar a sua situação financeira, e se for caso disso ponderar as suas alternativas.

Calcule hoje mesmo a sua taxa de esforço para perceber se está no bom caminho ou se deve fazer alguns ajustes na forma como gere o seu orçamento mensal.

Não se esqueça de utilizar o simulador se estiver a ponderar a contratação de um novo crédito (independentemente da tipologia), para poder saber qual o valor máximo que poderá pagar por mês para não ultrapassar os 40%.

Se tiver alguma dúvida relativamente à taxa de esforço, à contratação de novos produtos financeiros ou consolidação de créditos, não hesite em contactar-nos pois teremos todo o gosto em esclarecer todas as suas dúvidas.

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By | 2017-06-09T01:35:00+00:00 06/10/2016|Categories: Crédito Pessoal|

One Comment

  1. Rosa Godinho 12/08/2016 at 23:35 - Reply

    1ª – Em Portugal é possível atribuir créditos superiores ao vencimento mensal, a quem não tenha bens em seu nome?
    2ª – As taxas de esforço são controladas por alguma entidade reguladora do consumo?
    3ª – É imputada alguma responsabilidade às instituições de crédito, que os concedem de forma arbitrária?

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